Colunistas
Publicado em 24 d Outubro d 2018

Os programas econômicos de Bolsonaro e Haddad

por Wagner Casemiro

Os programas econômicos dos dois candidatos à Presidência da República, que se enfrentarão no segundo turno da eleição presidencial no dia 28 de outubro, Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL), possuem grandes diferenças nas suas propostas.
Bolsonaro, com seu plano de governo chamado de O Caminho da Prosperidade, disponibilizado no site do TSE, tem como assessor econômico e seu futuro ministro da Fazenda, em um eventual governo, o economista Paulo Guedes, PhD em Chicago. O compromisso é garantir a estabilidade macroeconômica; a reorganização da área econômica, com dois organismos principais, o Ministério da Economia e o Banco Central, formal e politicamente independente; a eficiência do Estado e o controle dos gastos; a redução das despesas com juros; a reforma da Previdência; a reforma tributária com a unificação de tributos e a radical simplificação do sistema tributário nacional; privatizações e concessões; programa de renda mínima acima do valor do Bolsa Família. Além disso, pretende-se instituir uma renda mínima para todas as famílias brasileiras; modernização da legislação trabalhista; abertura comercial; aumento da produtividade; melhoria do ambiente de negócios para empresas, entre outras.
Quanto a Haddad, não possuímos convicção sobre qual política econômica ele implementaria caso vencesse as eleições. Seria parecida com o primeiro mandato do Lula, com a manutenção da política econômica herdada do governo anterior, ou com o primeiro mandato de Dilma, que trouxe uma das piores recessões da história econômica brasileira.
Haddad denominou seu plano de governo de O Brasil Feliz de Novo, disponibilizado no site do TSE, prometendo isentar os mais pobres de impostos; taxar grandes fortunas; manter o câmbio competitivo e menos volátil mediante regulações; controlar a entrada de capital especulativo no país; revogar a reforma trabalhista e a emenda constitucional do teto dos gastos; tributar mais os bancos; suspender a privatização de empresas consideradas estratégicas para o país; criar o programa Dívida Zero, que prevê a instituição de linha de crédito em banco público, com juros e prazo acessíveis; criar a Política Nacional de Desenvolvimento Regional e Territorial; isentar do Imposto de Renda quem ganha até 5 salários mínimos; criar o IVA (Imposto sobre Valor Agregado); tributar as grandes movimentações financeiras e adotar regras para controlar a entrada de capital especulativo no Brasil, entre outras.
Analisando o atual cenário econômico, podemos concluir que o Brasil enfrenta um grande problema fiscal, em que reformas precisam ser feitas. O candidato Bolsonaro demonstra ser favorável a enfrentar esses problemas, pregando o reequilíbrio das contas públicas e o exemplo da reforma da Previdência como uma das soluções para isso. Quanto ao candidato Haddad, não conseguimos extrair o que ele pretende fazer como solução para esses problemas, pois propõe revogar a Emenda Constitucional 95 referente ao teto dos gastos, a reforma trabalhista e interromper as privatizações.
A população brasileira sinalizou claramente seu desejo por ajustes e reformas, e isso ficou demonstrado pela ampla maioria dos votos no primeiro turno para Jair Bolsonaro. Em relação às propostas para a economia, há grandes diferenças entre as duas candidaturas presidenciais. Que vença a melhor para o futuro do Brasil!


Publicado em 25 d Setembro d 2018

Mercado de câmbio, eleições e comércio exterior

por Wagner Casemiro

O comportamento do dólar entre nós mostrou neste ano o quanto o mercado de câmbio é afetado pelo quadro político e as turbulências da economia. Em um momento eleitoral como o atual, os fundamentos devem ser revistos, não para descartá-los mas para relativizá-los com base no contexto. Essa flexibilidade será certamente fator importante para o sucesso do empresário no comércio exterior.
Nesta série de artigos, que hoje retomamos aqui no jornal O Atibaiense, já falamos um pouco sobre moeda e comércio internacional. Será que eu posso efetuar um pagamento internacional usando a nossa moeda, o real? - pergunta um leitor que começa a se aprofundar no tema. A resposta é não e aí entra a operação de câmbio. Ou seja, as trocas comerciais (exportação e/ou importação) realizadas no mercado internacional utilizam moedas negociadas e aceitas internacionalmente, denominadas moedas conversíveis.
Assim, o câmbio é toda operação em que há troca de moeda nacional por moeda estrangeira ou vice-versa. A operação de câmbio torna-se necessária para que possamos trocar a nossa moeda por uma moeda conversível, como o dólar. Esse mercado é regido pelo Banco Central e envolve os bancos particulares, as corretoras de câmbio, distribuidoras de títulos e valores, as agências de turismo e os seus clientes: exportadores, importadores, turistas, etc.
O contrato de câmbio é feito por um desses agentes. Essa contratação representa o fechamento de câmbio. No fechamento de câmbio de uma exportação, ocorrerá a venda para o banco, por parte do exportador, da moeda estrangeira resultante da operação. No fechamento de câmbio de uma importação, haverá a troca dos reais pela moeda conversível necessária para efetuar o pagamento internacional.
O câmbio trabalha com uma taxa de conversão, que no Brasil é flutuante, refletindo as forças de mercado. A paridade é o preço de uma unidade de moeda estrangeira medido em unidades ou frações de outra moeda estrangeira. Como afirmamos no início do artigo, a variação da taxa de câmbio é influenciada pelas condições do mercado doméstico, como a condução da política econômica, a posição das reservas cambiais do país e acontecimentos no mercado externo, entre outras.
Por último, é importante que o empresário conheça as quatro modalidades de pagamento no comércio exterior, analisando suas vantagens e desvantagens: pagamento antecipado; cobrança documentária à vista, a prazo; remessa sem saque; e carta de crédito, à vista ou a prazo. O leitor interessado em detalhar essas operações, pode entrar em contato conosco. Obrigado!


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