Publicado em 10 d Janeiro d 2019

Encerramento do Ciclo Natalino, com o cortejo até a Casa dos Festeiros, mostra autonomia da sociedade civil

Essa constatação foi possível no final de semana, quando houve o encerramento do Ciclo Natalino de Atibaia, com o tradicional descimento dos mastros e a apresentação das Congadas

Ciclo Natalino

O relacionamento entre o grupo organizador das Congadas, o poder público e a Igreja mudou. A direção aponta para a autonomia da sociedade civil, tanto na infraestrutura quanto no incentivo à continuidade da tradição religiosa e cultural. Notou-se neste ano distanciamento por parte da Paróquia e também da Prefeitura, que ofereceu o setor de Trânsito para acompanhar a programação.
Essa constatação foi possível no final de semana, quando houve o encerramento do Ciclo Natalino de Atibaia, com o tradicional descimento dos mastros e a apresentação das Congadas entre a praça da Escola José Alvim, seguindo pela avenida Nove de Julho, descendo a rua do cemitério e entrando na rua Castro Fafe, onde estava a sede dos festeiros. Assim, sob sol forte a acompanhada por bom público, as Congadas cumpriram o roteiro, dentro do cortejo das Bandeiras até a Casa dos Festeiros de 2019.
Lilian Vogel, pesquisadora da área de cultura popular, e Flávio Pileggi, do Clube Atibaiense de Fotografia, estavam presentes ao evento, cuidando de todos os detalhes. Ana Guzzi, que mora hoje em Porto Rico (onde é professora de Psicologia), também foi prestigiar, assim como a cantora Isadora Títto.
O Ciclo Natalino, tradicional em Atibaia, teve início no dia 25 de dezembro, com o levantamento dos mastros de Nossa Senhora do Rosário e de São Benedito, em frente à Igreja do Rosário; e a procissão do Menino Jesus.
Entre as atrações, estiveram a 266ª edição da Cavalhada em louvor a Nossa Senhora do Rosário, alvoradas dos ternos de Congos, repiques de sinos e queima de fogos na Igreja da Matriz, além de cortejos, missas e procissões.
As Congadas de Atibaia são uma das manifestações mais autênticas da cidade, com mais de 260 anos de tradição. São grupos ligados à cultura africana, que dançam e cantam louvando seus santos de devoção, representando nas coreografias a luta entre o Bem e o Mal, batendo as espadas ou bastões.

O Atibaiense - Da redação

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