Publicado em 07 d Dezembro d 2017

Manipulação da mídia social para destruir a democracia

A conclusão é de que governos ao redor do mundo aumentam seus esforços na tentativa de controlar a informação e as redes sociais.

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A Freedom House, entidade independente de monitoramento da liberdade de expressão, fez mais um alerta sobre a manipulação da mídia social para destruir ou solapar a democracia. A conclusão é de que governos ao redor do mundo aumentam seus esforços na tentativa de controlar a informação e as redes sociais, ameaçando certamente a noção da internet como tecnologia de liberdade.
Segundo a entidade, a tática de desinformação teve papel importante nas eleições em 18 países no ano passado, incluindo os Estados Unidos, o que prejudicou a habilidade de cidadãos na escolha de candidatos, com base em fatos e debate autêntico, e contribuiu para ataques aos direitos humanos e à mídia independente.
A manipulação de conteúdo agravou o cenário de um ano de declínio na liberdade da internet, ao mesmo tempo em que houve aumento de movimentos disruptivos no mundo dos celulares e agressões físicas a segmentos da população. “O uso de comentaristas pagos e fofocas políticas para espalhar a propaganda do governo começou na China e na Rússica, mas hoje é um fenômeno global”, disse Michael J. Abramowitz, presidente da Freedom House. “Os efeitos dessas técnicas de multiplicação rápida sobre a democracia são potencialmente devastadores”.
“Os governos estão agora se utilizando das redes sociais para suprimir a dissidência e avançar na agenda antidemocrática”, afirmou Sanja Kelly, diretor do projeto Freedom on the Net. “Essa manipulação é difícil não apenas de detectar como também de combater, na comparação com outros tipos de censura. Funciona de forma descentralizada e com muitos colaboradores”. O objetivo desse trabalho sujo é marginalizar grupos independentes e cidadãos comuns.
O Freedom on the Net 2017 trabalhou com informações de 65 países, que abrangem 87% dos usuários de internet no mundo. O relatório focaliza as ocorrências entre junho de 2016 e maio de 2017, embora eventos mais recentes tenham sido também incluídos. Segundo a Freedom House, governos de 30 países, como Turquia e Filipinas, empregaram alguma forma de manipulação para distorcer a informação online. Eles patrocinam comentaristas, desestabilizadores de discussões, falsos sites de notícias e outlets de propaganda, entre outras técnicas usadas para inflar o apoio popular e, essencialmente, reafirmar a si mesmos.
A maioria dos governos tem por objetivo a opinião pública dentro de suas fronteiras, mas há aqueles que estão interessados em expandir seus interesses para o exterior, a exemplo da campanha de desinformação russa para influenciar a eleição americana. Notícias falsas e ações agressivas contra os meios tradicionais de comunicação contribuíram para o declínio do ambiente de liberdade nos EUA.
Para a Freedom House, a solução para a manipulação e a desinformação não está na censura mas na conscientização dos cidadãos sobre como detectar falsos comentários e notícias. As democracias devem assegurar que a fonte do noticiário político online é tão transparente quanto o offline, feito pelos jornais e revistas impressos.
Pelo terceiro ano consecutivo, a China foi o maior abusador da liberdade na internet, seguida pela Síria e pela Etiópia, onde o governo desligou as redes de celulares durante dois meses como parte de um "estado de emergência" declarado em outubro passado, em meio a protestos antigovernamentais em larga escala.
Para ler todo o relatório, o acesso é o www.freedomonthenet.org.

Por Luiz Gonzaga Neto

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