Publicado em 06 d Agosto d 2018

Chuva, estiagem e mudança climática

A discussão começa no local, na sua rua, na sua casa, e alcança o mundial.

Ilustrativa

A transição entre julho e agosto nos trouxe certo alívio, com dias felizmente chuvosos, após seca de mais de um mês. Mas o bálsamo não é ainda o remédio para o problema. Mais uma vez se coloca para nós o problema da gestão hídrica, da preservação dos recursos e de sua boa utilização. E, na lembrança, estão anos recentes de séria crise no abastecimento de água, como destacou o jornal O Atibaiense em sua edição do último dia 1º.
A discussão começa no local, na sua rua, na sua casa, e alcança o mundial. Diversas entidades internacionais como a Rede Internacional de Organismos de Bacias (RIOB), o Conselho Mundial da Água e a Organização das Nações Unidas (ONU) têm atentado para os impactos das mudanças climáticas nas precipitações e, consequentemente, na gestão de recursos hídricos.
O Consórcio PCJ alerta que o aquecimento global afeta o comportamento das chuvas, o que tem impactado a gestão da água em todo o mundo. É necessário estarmos preparados para um futuro de instabilidade climática e é esse o objetivo das Metas da Sustentabilidade Hídrica: tornar as cidades mais resilientes ao clima e com disponibilidade de água para o atendimento da população, da indústria e do setor rural.
Entre as metas, estão diminuir as perdas hídricas nos serviços de abastecimento para patamares abaixo de 20%, índice indicado internacionalmente; ampliar o monitoramento, tanto de quantidade e qualidade dos rios; expandir o monitoramento meteorológico com o objetivo de se preparar para a ocorrência de eventos climáticos extremos; elaborar e executar Planos Municipais de Recursos Hídricos e Saneamento Básico; ampliar a reservação de água bruta e tratada; e assegurar a divisão justa da água.
As metas demonstram que a água se tornou item de segurança nacional no contexto de políticas públicas. O produto é ferramenta para reduzir a desigualdade social gerada pela falta de acesso à água tratada. Assim, é necessário intensificar as campanhas de Educação Ambiental e uso racional, trazendo o consumo de água para o nível recomendado pela Organização das Nações Unidas, que é de 110 litros de água por habitante/dia.
Em outras frentes, é importante igualmente fortalecer e ampliar redes regionais com ampla participação da sociedade civil, objetivando intensificar o debate de novas políticas públicas voltadas à gestão de recursos hídricos. Também os centros de pesquisas voltados ao aprimoramento e desenvolvimento de novas tecnologias para a gestão da água precisam ser fomentados, sem esquecermos a capacitação dos profissionais da área com maior acesso a cursos técnicos e de graduação, especialização, mestrado e doutorados na gestão de recursos hídricos. Não é pouca coisa, mas temos de arregaçar as mangas e trabalhar muito.

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