Publicado em 05 d Setembro d 2018

A consolidada credibilidade do jornal

por Luiz Gonzaga Neto

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Quem chega agora ao mundo da comunicação, pode concluir apressadamente: o melhor é a mídia social. Mas a mídia social continua sendo um território rápido mas confuso, em que a reflexão é rara e a credibilidade ainda mais escassa. E, meus caros jovens, história conta e contará sempre. A visita de um candidato a governador e um a senador na semana passada ao jornal O Atibaiense comprovou este cenário.
A agilidade da mídia social, em que todos são jornalistas e todos são comunicadores, é uma conquista destes turbulentos tempos. Mas, quando Mark Zuckerberg, cofundador e diretor-executivo do Facebook, teve de se desculpar pelo vazamento de dados de milhões de usuários da rede social, em março deste ano, o que ele fez? Fez anúncio de página inteira publicado nos principais jornais americanos e britânicos, reconhecendo a “quebra de confiança” no escândalo envolvendo a Cambridge Analytica e prometendo ações para evitar novos casos semelhantes.
O texto foi publicado na última página dos jornais britânicos “The Observer“, “The Sunday Times”, “Mail on Sunday”, “Sunday Mirror”, “Sunday Express” e “Sunday Telegraph”, e nos americanos “The New York Times”, “Washington Post” e “Wall Street Journal”. Então, é engraçado quando um jovem nos pergunta, no ambiente familiar ou profissional: quem ainda lê jornal? Resposta: os formadores de opinião, os líderes de setores empresariais, os políticos e assessores, os professores e os pesquisadores, além dos leitores críticos que procuram informações estratégicas. É pouco?
Em julho, a plataforma de mensagens WhatsApp publicou anúncios em importantes jornais para enfrentar a disseminação de desinformações, em seu primeiro esforço do tipo para combater uma enxurrada de mensagens falsas que instigaram linchamentos na Índia. E que meio disseminou as mensagens falsas, que causaram um verdadeiro pesadelo de relações-públicas? As mídias sociais.
Além desses exemplos, hoje você lê jornal não apenas no papel como no computador e no celular. Descobriu que alguém importante morreu? Busca no celular e encontra logo uma matéria nos grandes jornais brasileiros, como o Globo, a Folha e o Estadão, e nos internacionais, incluindo o espanhol El País. Portanto, os coveiros da imprensa escrita estão correndo o risco do desemprego e do desprestígio. Terão de mudar de função.

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