Publicado em 13 d Novembro d 2018

Depois das falsas, as “junk news” estão no foco do combate

Por Luiz Gnzaga Neto

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Nesta temporada eleitoral, muito se falou sobre notícias falsas, as tais “fake news”. Especialistas consideram que o trabalho da imprensa séria, representada pelas redações mais profissionais, boa parte delas em jornais tradicionais, conseguiram desmontar boa parte das invenções e das mentiras deslavadas, mostrando ao público que a realidade é outra.
Especialistas preferem falar em “junk news”, as notícias-lixo, as porcarias que circulam principalmente nas redes sociais. É uma expressão mais ampla para se referir a fenômeno que vai além da política. As "junk news" são as notícias de baixa qualidade. Antes, você via esse tipo de coisa nas revistas de fofocas. Hoje, o conceito inclui não só as notícias distorcidas mas também as publicações excessivamente polarizadas com intuito de confundir o leitor sem indicar, por exemplo, a autoria ou o corpo editorial da plataforma de publicação.
“Junk news” falam de celebridades, expõem preconceitos, divulgam teorias conspiratórias e comentários mascarados, sensacionalistas, personalizados e homogeneizados como trivialidades inconsequentes. São produzidas para provocar reações psicológicas no público. Essas publicações têm cinco critérios estabelecidos pelos pesquisadores, que incluem falta de profissionalismo; estilo emocional; problema de credibilidade e informação falsa; enviesamento ideológico; ou falsificação de marcas e fontes para deixar conteúdo produzido com aparência de verdadeiro. Outra característica é que as "junk news" tiram de contexto um assunto para transmitir outra mensagem.
Junk lembra comida ruim. É um termo irônico para se referir a um produto que é o contrário do jornalismo investigativo. Os meios de comunicação de massa sempre foram criticados por disseminar notícias não produtivas, baratas para gerar e lucrativas aos proprietários. O surgimento do termo teria acontecido em março de 1983, numa edição da revista Penthouse, utilizado por Carl Jensen.
Como líder do projeto Censored, ele frequentemente criticou a mídia por ignorar histórias importantes. Os editores se incomodaram e ressaltaram seu poder de escolher o que tem destaque. Jensen fez, então, uma revisão do que era publicado e chegou à conclusão de que nada existia de investigativo: fofocas sobre famosos, notícias sexuais, estatísticas que mudam diariamente, lançamentos de filmes, bizarrices, notas sobre aniversários, rumores esportivos e promessas de campanha a cada dois anos.

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