Publicado em 13 d Setembro d 2018

Rede de proteção para mulheres vítimas de violência é proposta em reunião no Recreativo

O evento contou com os esclarecimentos e alertas da advogada Rachel Raquel Gonzaga Pinheiro Bosquetti e da educadora Vivian Kimura.

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A proposta de se criar uma rede de proteção para mulheres vítimas de violência foi resultado da afinidade experimentada entre os participantes de palestra, realizada no dia 1º de setembro, no Clube Recreativo Atibaiano, como parte do Café Cultural. A ideia é de que seja formada por voluntários e profissionais.
O psicólogo João Paulo Correia Lima coordenou as atividades. Segundo ele, “foi um agradabilíssimo, mobilizador e instrutivo Café Cultural sobre violência doméstica contra a mulher. O tema foi apresentado como parte das doenças mentais, que surgem no contexto de reações de proteção da família e da relação, como uma forma de parasitismo oportunista, incluindo ciúme patológico, delírios de ciúme e tendências sociopatas de domínio e violência”.
NÃO PRECISA TER VERGONHA
“O mais importante de tudo é que a mulher, por várias razões, comentadas e discutidas na reunião, não denuncia, não chama ajuda e, muitas vezes, acoberta essa violência. Em grande parte, esse receio de se abrir e pedir ajuda, vem de uma falta de apoio do seu grupo social, não apenas das instituições policiais ou jurídicas. À mulher, cabe não aceitar os comportamentos invasivos e de controle e ver nele o que são: doença, e não apenas 'ciuminhos' ou, o que é pior, 'provas de importância'. Controlar o que vestir, exigir senhas de e-mail, celular, vistorias em correspondência, gritos e ordens, diminuição e humilhação de sua capacidade, afastamento das relações familiares e amigos. Tudo isso é sintoma desse tipo de relação que termina em uma existência apagada ou no médico legista. Não tenha vergonha! Não é a mulher que precisa ter vergonha”, alertou João Paulo.
SÃO VÍTIMAS SILENCIOSAS
“É preciso que as pessoas tomem consciência das mulheres agredidas em seus grupos sociais, deem apoio para as transformações que ela precisa para se proteger. Não abandonem essas vítimas silenciosas! Mulheres, protejam-se contra essas doenças e doentes que se infiltram nas relações amorosas e consomem suas vidas”, acrescentou o psicólogo.
O evento contou com os esclarecimentos e alertas da advogada Rachel Raquel Gonzaga Pinheiro Bosquetti e da educadora Vivian Kimura, que fez a apresentação de um belíssimo texto de Clarissa Pinkola Estés. Houve depoimentos sensíveis e a participação de estudantes da Unifaat.

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