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Serviços lideram geração de empregos em Atibaia e respondem por quase todas as novas vagas em 2026

Se há alguns anos os empregos estavam concentrados no comércio e na indústria, hoje o perfil de contratação mudou.

O Atibaiense – Da redação

Atibaia tem apresentado, desde janeiro, um crescimento nas vagas de emprego do setor de serviços. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho e Emprego, Atibaia apresentou saldo positivo de vagas com mais de 90% delas em serviços. No mês de agosto (o mais recente do levantamento), o setor foi responsável por mais de 78% do saldo. Entre janeiro e agosto Atibaia registrou 21.691 contratações formais. No mesmo período houve 20.932 demissões, o que resultou em saldo positivo de 759 vagas. O setor que mais colaborou para esse número foi serviços, com saldo positivo de 711 vagas. A construção civil também está crescendo, com 108 empregos formais no saldo de oito meses. O comércio teve saldo de 9 vagas apenas no período. Já agropecuária e indústria tiveram mais demissões que contratações registradas este ano, até agosto. O saldo negativo do agro foi de -12 e da indústria, de -57. Em agosto, a indústria se recuperou, com saldo positivo de 22 vagas, sendo o terceiro setor que mais empregou no mês. Já agropecuária ficou no negativo, com -5 vagas. Serviços novamente se destacou, com 184 vagas, seguido de construção civil com 23. O comércio registrou 9 vagas no saldo positivo. O total foi de 233 vagas em agosto, com 2.972 contratações dentro do mês e 2.739 demissões. Apesar de uma pequena desaceleração na geração de empregos, a cidade continua com um cenário de crescimento. O estoque de empregos formais é de 55.052. Atualmente são 24.668 pessoas com empregos formais no setor de serviços; 15.680 na indústria; 11.040 no comércio; 2.045 na construção civil e 1.619 na agropecuária.

PERFIL DOS EMPREGOS
Outro dado divulgado pelo Caged é o perfil dos contratados. No saldo positivo de janeiro a agosto chama a atenção o fato de que o que puxou para cima foi a contratação de mulheres. Homens estão com saldo negativo, ou seja, houve mais demissões que contratações do sexo masculino. Formou o saldo positivo de 759 vagas, 787 mulheres e -28 homens. Agosto também empregou mais mulheres que homens, o saldo positivo de 233 foi formado por 160 mulheres e 73 homens.
Quem está conseguindo emprego em Atibaia em 2026 é o jovem. Do total de contratações (dados apenas do saldo final), 632 foram de pessoas entre 18 e 24 anos e 450 de jovens de até 17 anos. Apenas 25 ocorreram na faixa etária entre 25 e 29 anos. Todas as outras faixas etárias registraram mais demissões que contratações (saldo negativo).
A escolaridade é, na maior parte, ensino médio completo (336), seguido de ensino médio incompleto (222). Pessoas com ensino superior incompleto somaram 86 no saldo positivo e com superior completo, 60. Com ensino fundamental incompleto foram outros 60. Já com fundamental completo e analfabetos tiveram saldo negativo (mais demissões).
Em agosto também predominou a faixa dos 18 aos 24 anos (127 do saldo), seguido de jovens até 17 anos (90). Ensino médio completo (176) e incompleto (62), lideraram na escolaridade.

PAÍS
No Brasil, 165.827 postos de trabalho com carteira assinada foram abertos em agosto. O indicador mede a diferença entre contratações e demissões.O saldo é 183,1% maior em relação a julho, quando o país criou 58.568 empregos.A criação de empregos subiu 7,2% em comparação a agosto do ano passado.
Na divisão por ramos de atividade, todos os cinco setores pesquisados criaram empregos formais em agosto. Serviços: +110.346 postos; construção civil: +20.848; indústria (de transformação, de extração e de outros tipos): +16.613; comércio: +16.565; agropecuária: +1.452.
Tradicionalmente, o mês de agosto é fraco para a agropecuária, por causa do início de plantio. No entanto, marca o pico da atividade industrial, com as fábricas começando a produzir para o Natal.
Nos serviços, a criação de empregos foi puxada pelo segmento de educação, com a abertura de 25.416 postos formais. A categoria de saúde humana e serviços sociais abriu 19.142 vagas. O setor de transporte, armazenagem e correio criou 16.819 postos.
Na construção civil, o destaque positivo ficou com o segmento de serviços especializados para construção, que abriu 8.415 empregos formais. Em segundo, vêm as obras de infraestrutura, com 7.396 postos.
Na indústria, o maior gerador de empregos foi a fabricação de produtos alimentícios, com 10.171 vagas, seguida por fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (+3.311) e fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (+2.845).