Mais de 50 alunos e funcionários são afastados por suspeita de sarna em escola municipal de Atibaia
Casos suspeitos foram identificados na Escola Municipal Prefeito Walter Engrácia de Oliveira; equipes de Saúde acompanham a situação e orientam as famílias sobre prevenção, sintomas e tratamento.
Mais de 50 pessoas, entre alunos e funcionários, estão afastadas da Escola Municipal Prefeito Walter Engrácia de Oliveira, em Atibaia, após suspeitas de sarna humana, também conhecida como escabiose. A situação está sendo acompanhada por equipes de saúde, que estiveram na unidade nesta semana para orientar a direção sobre as medidas de prevenção e controle da doença.
Ao todo, são 41 alunos e 13 funcionários afastados, totalizando 54 pessoas. Segundo informações da Secretaria de Educação, a Prefeitura tomou conhecimento das suspeitas na semana passada e passou a acompanhar a situação em conjunto com profissionais da Saúde.
A escola também encaminhou um comunicado às famílias, orientando pais e responsáveis a observarem possíveis sintomas nos estudantes e a procurarem atendimento médico caso identifiquem sinais compatíveis com a doença.
As aulas continuam normalmente para os demais estudantes, enquanto os casos suspeitos seguem sendo monitorados. Até o momento, as informações disponíveis não permitem afirmar que todos os afastados tenham diagnóstico confirmado de escabiose.
O que é a sarna humana?
A sarna humana, ou escabiose, é uma doença de pele causada por um ácaro microscópico chamado Sarcoptesscabiei. O parasita penetra na camada superficial da pele e provoca uma reação que pode causar coceira intensa, irritação e pequenas lesões.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado entre pessoas infectadas. Em determinadas circunstâncias, também pode acontecer pelo compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama contaminadas.
A doença pode atingir pessoas de qualquer idade e condição social e não está necessariamente relacionada à falta de higiene. Por isso, a identificação de casos suspeitos exige atenção, orientação adequada e avaliação por profissionais de saúde, sem estigmatizar os estudantes ou suas famílias.
Em ambientes coletivos, como escolas, a observação dos sintomas e a comunicação entre as famílias e os serviços de saúde são importantes para identificar possíveis casos e reduzir o risco de transmissão.
QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS SINTOMAS?
Um dos sinais mais característicos da escabiose é a coceira intensa, que costuma piorar à noite. Também podem surgir pequenas bolinhas, vermelhidão e lesões provocadas pela irritação e pelo ato de coçar.
OS SINTOMAS MAIS COMUNS SÃO:
Coceira intensa, especialmente durante a noite; Pequenas bolinhas e lesões na pele; Irritação e vermelhidão; Linhas finas na superfície da pele, que podem corresponder aos pequenos túneis escavados pelo ácaro.
As lesões aparecem com frequência entre os dedos das mãos, nos punhos, nas axilas e na região da cintura, embora outras partes do corpo também possam ser afetadas.
Os sintomas nem sempre surgem imediatamente após a infestação. Em pessoas que nunca tiveram escabiose, as manifestações podem demorar algumas semanas para aparecer. Por isso, a ausência de coceira nos primeiros dias não descarta necessariamente a contaminação.
É importante lembrar que esses sinais também podem estar relacionados a outras doenças de pele. Somente a avaliação de um profissional de saúde pode orientar o diagnóstico e o tratamento adequado.
COMO PREVENIR A TRANSMISSÃO?
O controle da escabiose depende da identificação dos casos, do tratamento indicado por profissionais de saúde e da adoção de medidas para evitar novas transmissões.
O infectologista Antônio Sergio Mathias orienta que roupas, toalhas e roupas de cama sejam lavadas com água quente, quando os tecidos permitirem. Objetos que não possam ser lavados devem ser colocados em um saco plástico fechado por, no mínimo, 72 horas, conforme a recomendação citada pelo especialista.
OUTROS CUIDADOS IMPORTANTES INCLUEM:
Evitar o compartilhamento de roupas, toalhas e roupas de cama;Seguir as orientações médicas sobre a higienização dos objetos de uso pessoal; Procurar atendimento ao perceber coceira persistente ou lesões suspeitas; Avaliar pessoas que tiveram contato próximo com casos confirmados, conforme orientação profissional; Seguir corretamente o tratamento prescrito e as recomendações para os contatos próximos.
O tratamento costuma envolver medicamentos específicos, de uso tópico ou oral, dependendo da avaliação clínica. A escolha do medicamento e a necessidade de tratar outras pessoas da mesma residência devem ser definidas por um profissional de saúde. A automedicação não é recomendada.
ATENÇÃO DAS FAMÍLIAS É IMPORTANTE
Diante dos casos suspeitos registrados na Escola Municipal Prefeito Walter Engrácia de Oliveira, a orientação é que pais e responsáveis acompanhem possíveis alterações na pele das crianças e procurem atendimento médico quando houver sintomas compatíveis com a doença.
Pessoas que tiveram contato próximo com alguém diagnosticado também podem precisar de avaliação e, em determinadas situações, tratamento mesmo sem apresentar sintomas. Essa conduta ajuda a evitar a reinfestação e a continuidade da transmissão.
A situação em Atibaia segue sob acompanhamento das áreas municipais de Educação e Saúde. Enquanto isso, as aulas permanecem mantidas para os estudantes que não foram afastados.
A recomendação é que as famílias acompanhem os comunicados oficiais, sigam as orientações das equipes de saúde e evitem conclusões precipitadas: os 54 afastamentos informados se referem a suspeitas de escabiose, e não significam, necessariamente, que todos os casos tenham sido confirmados.
Prefeitura de Atibaia intensifica ações de prevenção e controle após casos de escabiose em escola
A Prefeitura de Atibaia, por meio das Secretarias de Saúde e de Educação, está adotando medidas de prevenção e controle após a identificação de casos de escabiose, popularmente conhecida como sarna, na escola municipal Prefeito Walter Engrácia de Oliveira, no Jardim Cerejeiras. As ações incluem acompanhamento dos casos, orientações sobre higiene, atendimento de saúde e busca ativa de possíveis novos casos, com o objetivo de conter a transmissão e proteger a comunidade escolar.
Assim que foi comunicada pela escola, a Vigilância Epidemiológica iniciou as providências necessárias, em conjunto com a Vigilância Sanitária. As equipes realizaram uma visita à unidade para avaliar as condições do ambiente e orientar alunos e funcionários sobre medidas de prevenção, incluindo a limpeza adequada dos espaços e a importância da higiene das mãos.
ATENDIMENTO E BUSCA ATIVA DE NOVOS CASOS
Para ampliar o atendimento e agilizar o acompanhamento, a Secretaria de Saúde disponibilizou médicos e enfermeiros para avaliar os casos identificados. Paralelamente, Agentes Comunitários de Saúde estão realizando visitas domiciliares às famílias afetadas, com o objetivo de identificar possíveis novos casos e reforçar as orientações sobre o tratamento adequado.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o envolvimento das famílias é fundamental para o controle da escabiose.
“O tratamento funciona bem, mas precisa ser realizado corretamente. Não basta apenas identificar o problema: é necessário tratar as crianças e também orientar e, quando indicado, tratar os familiares. A Prefeitura tem feito esse trabalho”, pontuou a Secretaria de Saúde.
ORIENTAÇÕES AOS PAIS E RESPONSÁVEIS
A Prefeitura orienta pais e responsáveis a não utilizarem medicamentos por conta própria. O tratamento da escabiose deve ser indicado por um profissional de saúde, de acordo com a avaliação de cada caso, podendo incluir loções e outros medicamentos, conforme a necessidade.
Ao perceber sintomas como coceira intensa, especialmente à noite, ou alterações na pele das crianças, os responsáveis devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para avaliação e orientação profissional.
A escabiose é uma doença de pele causada por um ácaro e pode ser transmitida principalmente pelo contato direto e prolongado com uma pessoa infectada. Por isso, o diagnóstico correto, o tratamento adequado e as medidas de prevenção são fundamentais para interromper a transmissão.
A Prefeitura de Atibaia segue acompanhando a situação e reforçando as ações de orientação e prevenção, com o objetivo de proteger a saúde dos alunos, dos profissionais da educação e de toda a comunidade escolar.



