Atibaia aumentou em 39% as exportações em 2026 passando de 90 milhões de dólares
A cidade também apresentou alta considerável nas importações com relação ao ano passado, ultrapassando 977 milhões de dólares.
O Atibaiense – Da redação
Atibaia exportou 90,7 milhões de dólares de janeiro a setembro de 2026, o que representa 39% a mais que no mesmo período de 2025 e quase iguala o ano passado inteiro (US$ 91,8 milhões). Em 2024, o total foi maior, de 92,1 milhões em 12 meses. Apesar de crescimento nas exportações da cidade, as importações ainda superam e mais que dobraram desde o ano passado. Em 2025, até setembro, foram 449,2 milhões de dólares em importações. O ano fechou com 616,1 milhões. Em 2026, apenas até setembro, já foram 977 milhões de dólares. Chama a atenção o fato da balança comercial de Atibaia estar mais aquecida, tanto nas exportações como importações. Voltando às exportações, o crescimento veio com a inclusão de novos produtos exportados, que não apareciam em anos anteriores. A alta de 2026 se deve aos circuitos integrados, que nem apareciam entre os principais produtos antes e agora somam US$ 22,2 milhões, ou 24% do total.
RANKING
O cruzamento de dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostra também um ranking dos municípios com relação às exportações. Atibaia é considerada a maior exportadora do Brasil em três produtos: granalha e pó de ferro, tapetes tufados e, em 2026, fechaduras e cadeados. É a 1ª do Estado de São Paulo e a 2ª do país em circuitos integrados (2026, até setembro). E está no top 3 nacional em tubos de plástico, assentos e instrumentos de medida elétrica.
No ranking geral de exportações, Atibaia subiu de 125º para 98º entre os municípios paulistas. Os principais destinos em 2026 são Argentina, Tailândia e México. Tailândia e Hong Kong cresceram junto com os circuitos integrados.
Vale ressaltar que a exportação é atribuída à cidade onde está o endereço fiscal da empresa, que nem sempre é onde o produto foi fabricado. Os produtos aparecem em grupos de 4 dígitos da classificação internacional, então “circuitos integrados”, por exemplo, é uma categoria ampla, não um produto específico.
Na comparação com outras cidades de porte parecido na região, como Bragança Paulista e Itatiba, Atibaia não é a que mais exportou, mas aparece como a que mais cresceu. De janeiro a setembro, Itatiba é a que mais exporta, mas Atibaia foi a que mais cresceu: 39% na comparação com mesmo período do ano passado, contra 9,3% em Bragança Paulista e 6,2% em Itatiba.
Os produtos exportados pelas três cidades também são bem diferentes, ou seja, cada uma tem um perfil de exportação. Atibaia é a 1ª do Brasil em fechaduras, granalha de ferro e tapetes tufados, e 2ª em circuitos integrados e em tubos de plástico. Bragança Paulista é a 1ª do Brasil em sementes para plantio, partes de quadros elétricos e tecidos de algodão misto. Exporta mais para os EUA (22,7%). E Itatiba é a 1ª do Brasil em ceras artificiais e tintas de impressão, e 2ª em medidores de vazão e em silicones. Depende muito da Argentina, que recebe 35,5% das vendas. No ranking geral de São Paulo, Itatiba está em 79º lugar, Bragança em 88º e Atibaia em 98º, mas vale lembrar que Atibaia subiu 27 posições desde 2024.



